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Lições Bíblicas – Edição 330

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REF: LB330
Categoria: Lições Bíblicas
Tags: LB330, lições bíblicas

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Pela graça do Senhor estamos começando 2020 com muitas expectativas e satisfação em poder oferecer a nova série de Lições Bíblicas. Vamos estudar os livros de Esdras e Ester. Estes dois livros mais o livro de Neemias fazem parte de um mesmo período histórico, denominado pós-cativeiro, pois narram os fatos ocorridos com o povo judeu após o fim do exílio babilônico. O livro de Neemias já foi estudado em outra ocasião, por isso, nos dedicaremos à reflexão de Esdras e Ester. 

Sabemos que, por causa dos pecados do povo de Judá e por ignorar os diversos avisos dos profetas, Deus permitiu que a cidade de Jerusalém fosse invadida, que o templo fosse destruído e que seu povo fosse levado para a Babilônia, em 586 a.C., por Nabucodonosor. Contudo, de acordo com a profecia de Jeremias, após setenta anos servindo na Babilônia, Deus faria duas coisas: Primeiro, castigaria o rei babilônico, destruindo a nação opressora (Jr 25:1-14). Depois, libertaria seu povo e o levaria de volta à sua pátria. Deus restauraria a nação, fazendo com ela uma nova aliança (Jr 29:1-14; 30-31).

Deus prometeu e cumpriu fielmente. Assim, Ciro, o rei de Pérsia, derrotou o Império Babilônico em 539 a.C. e, no ano seguinte, em 538 a.C., fez um decreto que permitiu o regresso dos judeus à Terra Prometida. Este foi o segundo “êxodo” de Israel, desta vez, saindo da Babilônia. Óbvio que este não foi tão imponente, nem numeroso, como o primeiro êxodo, visto que, desta vez, apenas um remanescente fiel escolheu sair do cativeiro, contudo, a importância espiritual de ambos é equivalente.

 Em conformidade com a profecia, em 536 a.C. o templo em Jerusalém começou a ser reconstruído e a adoração ao Deus de Israel foi retomada. Um observador atento logo notaria que, considerando a destruição do templo em 586 a.C. até esta data citada, são apenas cinquenta anos. Não deveria ser setenta anos, conforme predisse Jeremias? Para entender isso é preciso saber que o cativeiro não teve início com a destruição de Jerusalém e o templo, mas sim em 606 a.C. quando a primeira leva de judeus foi deportada para a Babilônia; ocasião em que Daniel e seus três amigos foram levados para lá. 

Para que esse contexto histórico fique mais claro ainda, é preciso considerar que aconteceram três momentos distintos em que grupos de judeus foram deportados para a Babilônia (606, 597 e 586 a.C.). E, igualmente, o regresso dos exilados para Jerusalém aconteceu em três momentos distintos: o primeiro grupo veio com Zorobabel em 538 a.C; o segundo grupo foi liderado por Esdras em 457 a.C e o último veio com Neemias em 444 a.C.

Ainda com relação à profecia dos setentas anos, o historiador Antônio Mesquita Neves comenta que, além do período de 606 a 536 a.C, se contarmos da destruição do templo em 586 a.C. até sua reinauguração 516 a.C, são também setenta anos. E se considerarmos a data da reinauguração do templo até o retorno daquele último grupo de judeus que veio com Neemias, são cerca de setenta anos também. Ou seja, assim como o cativeiro se processou em três etapas, do mesmo modo aconteceu a restauração. Entre cada um destes fatos históricos há um período de setenta anos, em total harmonia com a profecia. 

Pois bem, o livro de Esdras se encaixa neste período pós-exílio, quando os judeus estavam sob o domínio dos reis persas. O livro relata os dois primeiros regressos da Babilônia. Nos Capítulos 1 a 6 é contada a história de como Zorobabel, um príncipe descendente de Davi, liderou um grupo de, aproximadamente, cinquenta mil judeus exilados no regresso a Jerusalém com o propósito de reconstruir o templo e retomar a adoração a Deus. Nesse tempo, os judeus tiveram que enfrentar oposições e muitas dificuldades, fazendo com que a obra do templo demorasse mais de vinte anos para ser concluída, até que ele fosse inaugurado em 516 a.C. 

Esdras dedica os quatro últimos capítulos para contar a sua própria experiência ao liderar outro grupo de judeus exilados, desta vez em número menor, de cerca de cinco mil pessoas. O grupo veio para Jerusalém com o firme objetivo de ajudar na reconstrução da comunidade e promover uma reforma espiritual, que restaurasse a fidelidade à lei do Senhor. Este servo de Deus era um humilde sacerdote, descendente de Arão e também um habilidoso escriba. 

A Bíblia descreve Esdras como sendo um profundo conhecedor da Palavra (Ed 7:1-6). Isso, porque, ele tinha um alvo para sua vida: dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas (Ed 7:10). Deus usou esse homem de forma poderosa, levando o povo de Israel a se arrepender dos pecados e se consertar diante de Deus. Para que isso ocorresse, o Senhor moveu o coração do rei persa Artaxerxes, que não apenas o autorizou, mas também forneceu os recursos necessários. Deus também, despertou outros judeus para segui-lo e ajudá-lo neste projeto. 

O Capítulo 6 de Esdras termina com a reinauguração do templo em Jerusalém. Já o Capítulo 7 começa falando sobre Esdras liderando o segundo grupo de judeus que veio da Babilônia. Entre estes dois capítulos há vácuo de aproximadamente 60 anos. E é exatamente neste período que a história da rainha Ester se encaixa. 

O livro de Ester nos apresenta um perfil daqueles judeus que, por alguma razão, escolheram permanecer no exílio, mesmo depois de terem sido autorizados a voltar para seu país. Através destes que não voltaram, vemos Deus agindo para proteger seu povo que estava sofrendo intensa perseguição e risco de extermínio. Para isso, Deus usou Ester, uma jovem judia, que era órfã, mas que por providência divina, tornou-se a rainha da Pérsia e a esposa do poderoso rei Assuero. 

Nos quatro primeiros capítulos do livro de Ester, nos é contada como esta jovem se tornou rainha e também sobre os planos de Hamã, o primeiro ministro da Pérsia, que arquitetou o genocídio do povo judeu. Nos Capítulos 5 a 10 vemos a coragem de Ester que, aconselhada por seu pai adotivo, o sábio Mardoqueu, pôs sua própria vida em risco para salvar o seu povo. O resultado foi um grande livramento e uma linda celebração. 

Os livros de Esdras e de Ester nos trarão muitos ensinamentos espirituais, através de suas histórias empolgantes e cheias de fé e de desafios. Vale a pena nos dedicarmos ao estudo deles. Inclusive, esta série tem como título Tempo de recomeçar, porque no contexto de ambos encontramos os judeus diante da chance de voltar à Jerusalém e recomeçar suas vidas. 

A narrativa do livro de Esdras aponta para aqueles judeus que decidiram retornar à terra prometida. Já o relato do livro de Ester refere-se, principalmente, aos que escolheram permanecer na Pérsia, mesmo após a permissão para voltar. Em ambos os casos foi um tempo de recomeços. Esse aprendizado, sem dúvida, nos traz ensinos e aplicações para vida cristã. Até porque estamos iniciando um novo ano, que é, reconhecidamente, um período de recomeçar. 

Que Deus utilize esta série para nos levar a um novo tempo em nossas vidas. Feliz Ano Novo e bons estudos!

Pr. Alan Pereira Rocha
Diretor do Ministério de Ensino da Convenção Geral

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